Clipping – Cultura Magazine

revista da cultura luiza prado

by Junio Belle

A mãe de Luiza Prado sacava fotos e pintava quadros. Os tios eram músicos. O pai, cinéfilo. Mas sua grande inspiração artística foi, sem dúvida, o tio esquizofrênico. “Ele dizia que tinha seu mundo nas mãos e era uma maçã que ele carregava no bolso.” Ele a ensinou a criar seu próprio universo estimulando a sobrinha a pintar toda vez que se sentisse triste. “Como eu sempre estava triste, desenhava todos os dias e, assim, a arte se tornou a minha válvula de escape.”

Fica fácil perceber, portanto, como a jovem artista enfrentou, ao longo de seus 24 anos, os dilemas, dramas e encruzilhadas da vida. “Eu tinha lápis, papel, dragões, mágicos, bolas falantes, todos eles viviam numa maçã, e meu maestro era um louco muito amado, que de louco não tinha nada.” Um destes dramas notabilizou-se quando a artista participou do projeto Unbreakable, do fotógrafo Grace Brown, em que pessoas que sofreram abusos sexuais são fotografadas segurando uma frase de seu violentador.

 

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